sexta-feira, 24 de dezembro de 2010




















Sou poetisa de rimas incertas

De palavras inversas
De amores invisíveis e intangíveis

Não importa a ordem
Meus poemas muitos nascem na desordem
Quando a casa está preste a desabar

Taí, é no caos que tudo acontece meu bem
Descobri que danço muito bem
Quando o sapato não preciso calçar

Se eu fosse o Carlos não seria assim
Seu fosse Drummond aí sim
Estes versos falariam de amor de outra maneira

A beleza, a sutileza e até do que não damos valor
O amor, esse sentimento tão desprezado e tão rotulado
Banalizado está, ninguém tem tempo para amar

É então tá...
Deixa este sentimento para nós poetas e poetisas
Que vivemos como antigamente e diariamente
Nos apaixonamos mais pelo amor.